sábado, 18 de dezembro de 2010

The Ghost Bikers Project

Essa é mais uma edição da campanha "Cada asfalto uma Ciclofaixa" por melhoria nas condições para usar bicicleta nas cidades. Na esteira das pedaladas, dos movimentos populares, da ação dos grupos de ciclistas, dos debates, das audiências, do “Movimento de Usuários de Bicicletas de Pelotas”, da campanha “cada asfalto uma ciclofaixa”, do movimento “eu quero + ciclofaixas”, da ciclofaixa cênica da rua Santa Cruz, dos projetos de sistemas cicloviários, das investigações, dos artigos científicos, dos trabalhos em congressos, dos encontros e desencontros, das perdas e ganhos, dos risos e choros ... está aí a ação “The Ghost Bikers Project”, com versão em português apelidada de “Ciclistas Imaginários”, concretizada por uma intervenção artística em rede nas cidades de Pelotas e Joinvile, que simula usuários de uma ciclofaixa que não existe, representados por bicicletas sem ciclista, sugerindo um atravessamento de presenças e ausências. Junte-se a essa ação social urbana, a essa intervenção que denuncia a falta de tudo para andar de bicicleta nas cidades e que faz um tributo aos ciclistas, expedicionários urbanos contemporâneos sem espaço nas cidades, que embora tão presentes no vai-e-vem do dia-a-dia não tem direito ao espaço das ruas com equidade e segurança.

Dia 19/12/2010, 9:00 h, pela manhã, em frente ao Altar da Pátria

e +++

Ciclotur até a fundação Tupahe, no loteamento Las Acácias, estrada do Laranjal (http://fundahue.blogspot.com/)

(Aproximadamente 6km do centro)

Chegando lá haverá a opção de realizar uma trilha ecológica a pé...

Saída também dia 19/12/2010, 9:00 h, pela manhã, em frente ao Altar da Pátria!

PARTICIPE!!!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

bora lá?



The Ghost Bikers Project

a falta também emociona
falta quase tudo para os ciclistas nas cidades
falta segurança falta infraestrutura falta integração
a ausência também impressiona
está ausente quase tudo para os ciclistas nas cidades
impressiona o descaso impressiona a deseducação impressiona a desatenção
ciclistas fantasmas ciclistas imaginários
emocionados e impressionados
com a falta e a ausência de quase tudo nas cidades
as bicicletas nuas denunciam ausências
ciclistas fantasmas ciclistas imaginários
as biclicletas cruas denunciam presenças
corpos invisíveis corpos em ação
corpos no pedal corpos no chão
mais visibilidade mais espaço
ciclistas fantasmas
imaginários ciclistas
Satolep Elivnioj

The Ghost Bikers Project


texto by Maurício Polidori

sexta-feira, 21 de maio de 2010

vídeo

para melhor visualização acesse no you tube

quarta-feira, 19 de maio de 2010

imprensa

um pouco da repercussão da mobilização:

ZERO HORA

DIÁRIO POPULAR

CLIC RBS

terça-feira, 18 de maio de 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

MOBILIZAÇÃO POPULAR

QUINTA FEIRA 13 DE MAIO de 2010 – MOBILIZAÇÃO POPULAR
Rua Dom Pedro II esquina Santa Cruz
manhã e tarde - a partir das 7:30h

Por isso EU QUERO + CICLOFAIXAS

EU QUERO + CICLOFAIXAS

Andar de bicicleta na cidade é um direito que traz benefícios para todos. E Pelotas é uma cidade que tem muitos ciclistas, que tem uma topografia e um tamanho ótimos para andar de duas rodas, mas que não tem os lugares adequados e seguros para isso.

Então EU QUERO + CICLOFAIXAS.

A cidade como está permite facilmente a implantação de melhorias para a circulação de bicicletas. As ruas são largas, a pavimentação é adequada ou não é caro melhorar. Basta querer e podem ser realizadas mudanças simples, que melhoram a cidade e a qualidade de vida.

Assim EU QUERO + CICLOFAIXAS.

É preciso pensar no presente e no futuro, com modos de circular que ajudem as vidas das pessoas. Melhorar a saúde coletiva e diminuir a poluição sonora e do ar são vantagens que andar de bicicleta trazem sem custos individuais e com ganhos coletivos.

Por isso EU QUERO + CICLOFAIXAS.

EU QUERO + CICLOFAIXAS



sábado, 12 de dezembro de 2009

ainda sobre as ciclofaixas

Ainda sobre as ciclofaixas...

Este é um país democrático e todas as opiniões devem ser respeitadas, porém, corremos o risco, muitas vezes, de que estas mesmas opiniões, por vezes pautadas pelo ímpeto da emoção provoquem ou gerem desconfortos, principalmente em quem tem pouca “voz”. Neste caso os ciclistas. Refiro-me mais especificamente à “insistência caprichosa” na argumentação de que a, não tão recente. construção da ciclovia na rua Andrade Neves é “inútil e atrapalha”, não obstante todo o debate que se fez prévio a sua construção. Muitas reuniões públicas foram realizadas e não contaram com a presença dos que agora reclamam de que esta ciclovia está sendo subutilizada. Mas, pouco usada por quem? Que parâmetros são utilizados além dos próprios dedos das mãos em alguns momentos do dia para constatar que dita ciclovia não deveria existir? E mais. Ainda que considerássemos que existem poucos ciclistas ou mesmo que poucos ciclistas utilizam a ciclofaixa, o direito destes deveria ser respeitado, como são respeitados os direitos dos moradores de uma rua sem saída, por exemplo, em que as obras de infra-estrutura atendem às necessidades do reduzido números de moradores. Teríamos que terminar com pistas de caminhada, concentradas na zona norte e que são utilizadas por uma pequena parcela da população. O que dizer então dos estacionamentos privativos ou de carga e descarga que muitas vezes beneficiam um único estabelecimento comercial. Fato é que todos estes, moradores de pequenas ruas, praticantes de exercícios físicos ou mesmos alguns estabelecimentos que solicitaram ao poder público um lugar onde possam descarregar mercadorias para suas empresas, como também os ciclistas que se “contam nos dedos”, tem direitos que devem ser respeitados como o de todos os demais, em maior número ou não. Que lógica permeia a mente de donos de estabelecimentos comerciais que acham que perderão clientes porque só há vagas de um lado da rua para estacionar seus carros? Por certo que seus negócios atraem clientes por diversos motivos, como o bom atendimento, a qualidade de seus produtos, preço, variedade, dentre tantos outros valores que sobrepujam a simples dificuldade de estacionamento. Poder-se–ia agregar aos atrativos antes citados o de serem tais estabelecimentos dotados de consciência ambiental e, em vez que vislumbrarem um problema na ciclofaixa, poderiam enxergar o início de uma solução para um problema muito maior que é o aquecimento global, ensejado em grande parte pelos veículos automotores que circulam diariamente e cujo número só faz aumentar. Se a questão do estacionamento fosse fundamental para o sucesso de qualquer empreendimento, as lojas do calçadão já teriam falido há muito tempo. Devemos festejar a ciclovia, lamentando que não existam muitos quilômetros mais ou que ainda não tenham sido tomadas as medidas educativas necessárias para uma utilização plena delas. Precisamos urgentemente de uma quebra de paradigmas, englobando no espaço viário todos os que dele se utilizam, inclusive os ciclistas. Assim, poderemos finalmente dizer que estamos no caminho do progresso.

Horacio Severi

Professor (horacioseveri@yahoo.com.br)